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  • O que é gamificação no ensino?

    O que é gamificação e porque ela pode ser útil aos professores de História. Professora Doutora Claudia Monteiro (Pesquisadora e desenvolvedora de jogos educativos de História) Gamificação : o que é e como podemos utilizá-la na educação Há algum tempo a palavra gamificação tem circulado entre educadores, em cursos, palestras, matérias e notícias voltados para professores, talvez seja até mesmo a nova palavra da moda, mas, para a maior parte do público docente, "gamificar" a educação ou gamificação no ensino ainda é uma novidade. Mas afinal de contas, o que é gamificação? A palavra gamificação está relacionada a utilização da lógica dos games (jogos), tanto os seus mecanismos quanto a sua dinâmica, para construir motivação e engajamento de um determinado público, no nossos caso, dos nossos alunos. Poderíamos até deduzir que a palavra significaria uma junção das palavras "games" e "educação" porém, esse não o sentido original da palavra. A palavra "gamificação" surge no contexto empresarial do programação e do marketing da indústria de games e a princípio não tinha nada a ver com o ambiente de ensino. Apropriada pela campo educacional a "gamificação" tem ganhado novos significados, mas está relacionada principalmente a utilização de jogos ou da lógica dos jogos (roteiros, narrativas, regras, equipes e competição) na sala de aula com vários objetivos diferentes dependendo das áreas específicas de conhecimento. Gamificação para aulas de História Sob o ponto de vista dos professores de História temos algumas vantagens em relação à outras áreas, pois trabalhamos com uma disciplina fértil para o campo da imaginação e da narrativa. Se quiser conhecer algumas das possibilidades para a utilização de jogos educativos no ensino de História clique aqui e conheça nossos jogos. A História desde sempre flerta com o lúdico e o imaginativo, apesar dos cuidados de devemos manter para garantir a legitimidade e a cientificidade do nosso campo de conhecimento, das citações das fontes e das referências bibliográficas. Ainda bem! Afinal de contas não é nenhum problema imaginar, lembremos da frase célebre de Einstein "A imaginação é mais importante que o conhecimento, porque o conhecimento é limitado, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro."

  • Atividade de História para imprimir e jogar com seus alunos

    Um Jogo de tabuleiro pode ser uma atividade de História bem legal para sua aula! Ainda mais nesse contexto pós pandemia em que todo mundo se sente um pouco saturado de telas. Na verdade, uma atividade de História "analógica" como jogos de tabuleiro ou de cartas, é, na verdade, um recurso didático muito estratégico e poderoso para a sala de aula. E já testamos inúmeras vezes! É incrível como uma atividade de História utilizando dados, peões, cartinhas e tabuleiros muito simples, apenas por sua materialidade tem um impacto enorme no sentido de atrair a atenção dos alunos e fazerem com que eles participem ativamente das aulas de História. Atividades de História em PDF para imprimir As telas de todos os formatos e tamanhos são uma realidade incontornável em nossas vidas, porém, apesar das facilidades que elas nos proporcionam ainda há que se avaliar o impacto desse excesso para nossas crianças e adolescentes. E são inúmeros especialistas, neurocientistas, psicólogos, psiquiatras e pedagogos que têm nos alertado sobre os perigos do excesso de telas para o desenvolvimento intelectual, social e emocional das nossas crianças e adolescentes. Por isso uma atividade de História de papel, do modo "tradicional" mesmo, não deve ser abandonada. Apesar de trabalhar com o desenvolvimento de jogos digitais vendo neles grandes possibilidades para o ensino de História eu sou uma defensora dos jogos físicos. Na verdade, acho preocupante o fetiche em torno das tecnologias como uma panaceia que irá resolver todos os nossos problemas em termos de educação das crianças e adolescentes. Em meu trabalho com o desenvolvimento e a pesquisa de jogos educativos tenho também investido na confecção de jogos analógicos, que não envolvem tecnologias ou telas, são atividades de História para imprimir, como os jogos de tabuleiro por exemplo. Tipos de Atividades de História: Os jogos de tabuleiro e cartas para imprimir Você deve estar se perguntando que tipo de atividades são essas, e como pode utilizá-las em suas aulas de História. Por exemplo você pode trabalhar uma narrativa de um determinado tema a partir das casas que o peão percorre na trilha do tabuleiro. As cartas podem cumprir o papel de narrar uma História, como por exemplo as cartas do jogo Rotas do Deserto, que narram as viagens das caravanas do Saara na África pré-colonial. Esse jogo de tabuleiro está disponível gratuitamente para ser baixado, (clique aqui para baixar o jogo Rotas do Deserto) e é uma atividade de História gratuita que você pode imprimir e testar em suas aulas. Agora se você já testou e sabe o quanto esse tipo de atividade de História funciona, você pode ir mais à fundo na gamificação e testar outros tipos de atividades de História lúdicas envolvendo jogos para imprimir. O universo de possibilidades, especialmente em relação aos jogos de tabuleiro é muito amplo, divertido e, principalmente, didático. Jogo de mímica: uma atividade lúdica que também pode ser utilizada nas aulas de História De todos os jogos que já apliquei com minhas turmas sem dúvida um dos mais divertidos são os jogos de mímica. Os jogos de mímica todo mundo já conhece, é um tipo de jogo que trabalha criatividade, expressividade, empatia e interação. Para os alunos tímidos pode ser uma oportunidade de trabalharem sua timidez e para aqueles que já são mais expressivos é uma chance de mostrarem seus talentos. Mas como podemos trabalhar temas de História em um jogo de mímica? No caso do jogo o "Mapa das Fontes" a ideia é apresentar aos alunos os tipos de fontes possíveis que os historiadores podem acessar para construir o conhecimento histórico. Os diferentes tipos de fontes estão nas cartinhas sobre as quais o aluno deverá fazer a mímica para a sua equipe. Algumas fontes podem ser fáceis para se fazer mímica como os jornais ou revistas, outras já são bem difíceis, por exemplo a xilogravura. Surgindo nas cartinhas palavras desconhecidas dos alunos é uma chance do professor anotar no quadro e depois explicar o que significa tal palavra e porque ela pode ser utilizada como fonte para a História. Diversos outros temas podem ser utilizados para um jogo de mímica eu, por exemplo, fiz uma vez um jogo de mímica bem improvisado sobre a Reforma Protestante que foi um sucesso. O tradicional jogo da memória O jogo da memória também pode ser interessante nesse sentido de atividades de História para imprimir. Você pode construir um jogo nos moldes tradicionais, onde os pares são duas cartas iguais ou você pode colocar os seus alunos para pensarem um pouco e construir uma atividade onde as cartas se complementam, uma carta sendo uma dica sobre o tema e outra sendo a resposta. Suas atividades de História podem ser bem mais divertidas do que cruzadinhas e caça-palavras Foi-se o tempo em que era super divertido e inovador um jogo de cruzadinha ou de caça-palavras! Hoje em dia com todos os recursos que temos para editar e para encontrar atividades de História na internet podemos explorar melhor o universo dos jogos e mesmo desenvolver nossos próprios jogos, misturando regras, como por exemplo regras de um RPG com as regras de um jogo de tabuleiro de perguntas e respostas, ou as regras de algum cardgame e adaptá-los à temática que queremos trabalhar. Um recurso para ganhar a atenção e o engajamento dos alunos pode ser gamificar uma disciplina inteira, criando recursos como um ranking, prêmios ou dinheiros fictícios. Em um dos nossos projetos criamos um dinheiro fictício, o "Ludens" com o qual os alunos poderiam comprar doces numa das atividades finais do projeto. Eles amaram!

  • Quatro jogos educativos para trabalhar a Cultura Negra

    Como trabalhar a cultura negra, afro-brasileira e africana, de maneira lúdica no ensino fundamental e no ensino médio? Neste texto apresentamos alguns jogos de história que podem ser uma boa estratégia para abordar a história e a cultura negra, africana e afro-brasileira, e as questões étnico-raciais na sala de aula. A importância da lei 10.639 para o ensino da Cultura Negra no Brasil A lei 10.639 de 2003 já vai comemorar 20 anos e é um marco para a educação no Brasil, para a inclusão da cultura negra no currículo e para o combate ao racismo no plano educacional. O racismo é um dos temas mais sensíveis e importantes para ser abordado nas aulas de história, pois situações de manifestação de racismo estão presentes cotidianamente no ambiente escolar, afetando com crueldade o emocional e a subjetividade de crianças negras. Por isso abordar a resistência, a cultura negra e o protagonismo do povo negro tanto na História do Brasil quanto da África é tão importante em nosso país. Uma alternativa para se abordar o tema do racismo, destacando a importância da cultura negra na História, prevista inclusive pela lei 10.639, é o ensino de história e da cultura negra africana e afro-brasileira. E essa temática pode ser trabalhada de forma lúdica utilizando como ferramenta jogos sobre a história e a cultura negra. A seguir apresentamos quatro dicas de jogos que podem ser utilizados para abordar a cultura negra nas aulas de História. Dica n.º 1: A cultura negra na África Pré-Colonial Para trabalhar a riqueza cultural e econômica da África Pré-Colonial, com foco nas rotas das caravanas de comerciantes que cruzavam o deserto do Saara no período medieval apresentamos o jogo de tabuleiro Rotas do Deserto. Esse é um jogo de trilha composto por cartas e um tabuleiro para ser jogado de 2 a 6 jogadores. O objetivo dele é narrar, através das cartas, situações do cotidiano vividas pelas caravanas, também visa trabalhar a expansão da cultura e da religião islâmica em várias regiões da África. Você pode baixar gratuitamente o jogo de tabuleiro e as cartas em PDF para imprimir clicando aqui. Dica n.º 2: Cultura negra e ancestralidade africana O tema da ancestralidade dos africanos trazidos para Brasil em mais de três séculos de tráfico transatlântico de escravizados é algo fundamental para a população afro-brasileira. Aqui é preciso dizer o óbvio: assim como as populações de origens europeias tem interesse pela história e o passado de seus familiares, as populações de origens africanas também querem se orgulhar da riqueza da cultura de seus ancestrais e saber sobre sua história. E essa é uma das razões da lei n. 10.639/2003 e sua ênfase no ensino da pluralidade cultural brasileira. Assim como afirma Carlos Moore ( 2008, p. 15) é preciso: "reafirmar e aprofundar as bases históricas de uma narrativa cujos protagonistas são o próprio povo africano [...] para contemplar as verdadeiras dimensões de nossa diversidade." O Jogo de Pistas "Origens" por exemplo é uma dica para trabalhar a variedade e a pluralidade da cultura negra das antigas "nações étnicas" dos escravizados trazidos para o Brasil. Esse é um tema importante para observarmos a relação entre fatos históricos ocorridos no Brasil, como a Revolta dos Malês por exemplo, e a origens étnicas dos escravizados protagonistas desses fatos. O jogo "Origens" é um jogo digital elaborado para ser projetado em sala de aula e é parte integrante do catálogo de jogos da Play História. Dica n.º 3: Cultura negra e resistência no Brasil Uma outra dica de jogo educativo de História para trabalhar cultura negra, também pertencente ao catálogo da Play História Jogos Educativos é o jogo "Quem sou eu: Personalidade Negras no Brasil". Tal como o jogo "Origens", esse é um jogo digital para ser projetado em sala de aula, o professor deve dividir a turma em duas equipes que precisam adivinhar quem é a personalidade a partir das pistas que irão ser abertas ao longo do jogo. A proposta desse jogo educativo é mostrar o protagonismo negro tanto na resistência à escravidão durante o período colonial, nos movimentos abolicionistas durante o século XIX, e também a importância da cultura negra, como expressão da luta do povo negro contra o racismo e por dignidade, respeito e direitos. Dica n.º 4 - Jogo dos 4 erros "Debret e a Sociedade Colonial" O pintor Jean-Baptiste Debret integrou a Missão Artística Francesa que veio para o Brasil em 1816 amparada por D. João VI, ele retratou cenas cotidianas do nosso país na primeira parte do século XIX. Em muitas cenas ele tratou de temas da cultura negra, como a pintura o "Velho Orfeu Africano": O objetivo desse jogo educativo é chamar a atenção dos alunos para as pinturas de Debret. Ao mesmo tempo em que os alunos procuram os quatros erros adicionados na imagem (elementos que não fazem parte daquele contexto) eles também observam os detalhes da pintura. Pelo jogo e pelo lúdico, o professor da turma pode abordar questões sobre o trabalho, o cotidiano e a cultura negra do Brasil no século XIX. Por uma educação antirracista Além das possibilidades de se trabalhar temas específicos da cultura negra através dos jogos educativos, a dinâmica de jogar em equipe ou em grupo também pode servir para a desenvolvimento de habilidades sociais, especialmente o reconhecimento e a aceitação do outro, a tolerância e a negociação das diferenças, que são habilidades fundamentais para o combate ao racismo e ao preconceito. Referências Bibliográfica: MOORE, Carlos. Porque as matrizes africanas? In: NASCIMENTO, Elisa Larkin (org.). Cultura em Movimento: Matrizes africanas e ativismo negro no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2008. (Sankofa, v.2)

  • Quiz de História: Como fazer um jogo com o Powerpoint

    O jogo de perguntas e respostas, ou seja, o Quiz de História, é um dos jogos mais tradicionais para ser utilizados na sala de aula. O quiz de História é divertido, pode ser jogado como parte de uma revisão de algum assunto já trabalhado e serve também para fazer o aluno refletir sobre algum tema, desde que as perguntas sejam bem elaboradas. Nesse texto você vai aprender o passo-a-passo para fazer um Quiz de História no programa Powerpoint. Como trabalhar o Quiz de História em sala de aula O Quiz de História pode ser apresentado por escrito, impresso, para ser respondido individualmente, porém isso faz com que o jogo perca um pouco a sua graça, pois fica com cara de “prova”. Por isso a nossa proposta para trabalhar o Quiz de História na sala de aula é que ele seja respondido por equipes. E para isso o professor precisa dividir a turma em duas equipes e projetar o jogo no Datashow. Assim, responder as perguntas se torna muito mais desafiador, competitivo e envolvente. Podemos utilizar o bom e velho programa Powerpoint para fazer jogos de Quiz de História muito bonitos e didáticos para projetá-los no Datashow e dinamizar nossas aulas. Um exemplo disso é o Quiz de História das Revoltas populares no Brasil do século XIX que você pode baixar gratuitamente clicando aqui. É possível fazer um Quiz de História no Powerpoint? Apesar da nossa familiaridade com o Powerpoint não estamos acostumados a utilizá-lo para fazer jogos, no entanto, ele tem uma série de recursos que nos permitem elaborar jogos de História muito divertidos e didáticos. Hoje vamos falar um pouco aqui sobre como fazer um jogo de Quiz utilizando o Powerpoint como ferramenta. Importante ressaltar que esse jogo não pode ser feito utilizando aplicativos similares ao Powerpoint e nem com sua versão online, pois ela não é exatamente a mesma do aplicativo da Microsoft Office. Passo-a-passo para fazer um Quiz no Powerpoint Abra o Powerpoint e deixe um slide em branco no para fazer a capa do jogo. Crie na sequência, três slides que serão a estrutura de cada questão: um slide servirá para apresentar a pergunta, o segundo slide para a resposta correta e o terceiro para a resposta errada. Use em seu Quiz de História referências do universo cultural dos alunos! Para deixar o jogo mais divertido você pode salvar imagens em formato de GIF animados e adicioná-los aos slides de respostas corretas ou erradas, utilizando esse site: https://giphy.com/ Ou esse que tem legendas em português: https://tenor.com/pt-BR/ Não esqueça que as imagens devem ser salvas no formato GIF! Um detalhe importante: busque imagens cujo conteúdo você sabe que faz parte do universo cultural dos seus alunos: Naruto, Hora de Aventura, Minecraft, Roblox, memes, séries, etc... Isso cativa os alunos e faz com que eles se interessem mais pelo jogo. Como fazer a estrutura dos slides do Quiz de História No slide contendo a questão você deverá escrever o texto da pergunta e, para as alternativas, é importante que você insira um elemento que seja possível ser “clicado”, pode ser, por exemplo, um retângulo do menu “inserir”, ícone “formas”. Em seguida você pode copiar e colar esse mesmo retângulo para ter pelo menos três alternativas como possíveis respostas. Uma tecla de atalho que facilita esse trabalho de copiar e colar é a tecla ALT. Você seleciona com o mouse o objeto, aperta o ALT e arrasta. Crie um layout conforme o modelo abaixo: Como configurar os links do Quiz no Powerpoint O próximo passo é configurar é configurar o Quiz para quando você clicar com o mouse na resposta certa ele indique o acerto ou o erro. Para isso, você deve criar um link clicando com o botão direito do mouse em cada um dos retângulos azuis das alternativas. Você deve adicionar o link vinculado ao documento, e depois clicar no slide que você quer linkar de acordo com o seu jogo, a alternativa correta ao slide que indica o acerto e a alternativa errada ao slide de erro. No slide que indica o erro você deve adicionar outro retângulo que funcionará como um botão para retornar ao slide de pergunta, você deve fazer isso adicionando um link ao botão e configurando-o para retornar ao slide de pergunta. Para o slide de resposta correta você deve adicionar o link para a próxima questão. Agora para fazer as perguntas seguintes você precisa duplicar (ou copiar e colar) os três slides iniciais (da pergunta, da resposta errada e da resposta correta) e configurar os links para das alternativas. Enfim, esses são os passos básicos para fazer o Quiz! Um simples Quiz pode tornar suas aulas de História bem divertidas! Você pode variar o formato do Quiz em suas aulas de História! É possível ser feito um Quiz com imagens, com vídeos, pode ser um Quiz de verdadeiro ou falso, pode ser um Quiz com pequenos trechos de músicas que podem ser tocadas pelo próprio Powerpoint. Além do Quiz, é possível ser feito no Powerpoint jogos educativos de História em outros formatos.

  • Como dinamizar sua aula de História no 6 º ano

    Os estudantes das turmas de História do 6 º ano ainda são bem crianças para entender certos conceitos fundamentais da nossa disciplina, por isso, com essas turmas é preciso criatividade para ensinar História, ainda mais porque os temas que aparecem no currículo escolar do 6 ano são importantíssimos para a construção de uma consciência histórica. Para melhorar o aprendizado nas aulas de História do 6º ano uma metodologia ativa e lúdica com o uso de jogos educativos é uma boa alternativa! Entender a fase de desenvolvimento psicossocial do aluno é fundamental para conseguirmos a compreensão e o aprendizado dos temas que devemos trabalhar na disciplina de História no 6 º ano. E por mais abstratos e complexos que possam ser alguns temas que aparecem no currículo é preciso trazê-los à realidade concreta, com narrativas que possam dar um caráter de materialidade ao assunto. Para trazer ludicidade e materialidade aos temas trabalhados na disciplina de História no 6º ano os jogos educativos podem ser uma ferramenta muito útil. A seguir apresentamos algumas possibilidades. Como trabalhar a introdução ao conhecimento histórico com jogos de História no 6 º ano Uma possibilidade para trabalhar o tema das fontes históricas e da construção do conhecimento pelo historiador é um jogo de mímica ou de desenho (baseado no jogo Imagem & Ação), onde as cartas sorteadas para se fazer a mímica ou desenho sejam indicações de fontes históricas: Jornais, revistas, pinturas, fotografias, etc. Você pode fazer um jogo assim de maneira muito rápida e simples, e dependendo da desenvoltura da turma eles vão gostar. Com a brincadeira de mímica eles vão entrar em contato com palavras que talvez não saibam o significado como por exemplo "xilogravura". Aí é uma oportunidade do professor mostrar aos alunos os tipos de xilogravuras e porque elas podem ser fontes para o estudo de um determinado assunto ou período. Sobre esse mesmo tema, se a turma de 6º ano é de alunos mais tímidos, temos como alternativa um jogo de pistas e roleta que mostramos a seguir. Eles podem ficar intimidados demais para fazer mímica... E é preciso entender sempre a realidade da turma e da escola para que os jogos sejam realmente divertidos. Jogo de Pistas e Roleta: O Historiador e suas fontes O jogo de Powerpoint para ser projetado na sala de aula de História do 6 ano já é um pouco mais fácil para envolver os alunos, pois eles não precisam se expor tanto como no jogo de mímica. Como é um jogo para ser jogado coletivamente em duas equipes, os alunos precisam apenas adivinhar a palavra de acordo com as pistas. A roleta serve como um elemento de sorte que dá uma maior emoção ao jogo. Nesse jogo através das pistas os alunos vão se familiarizando com os tipos de fontes com as quais o historiador pode construir o conhecimento. Jogo de tabuleiro "Caçadores e Coletores" (História 6 ano) Esse jogo é lançamento aqui em nosso site e foi elaborado especialmente para trabalhar com as turmas do sexto ano de História o tema dos Primeiros Habitantes da Terra e o período Paleolítico e Neolítico de uma forma bem diferente e divertida. O jogo contém um tabuleiro e dois tipos de cartas: as cartas "Fato ou Fake", com perguntas sobre a História e as cartas "Habilidades", que podem ser utilizadas ao longo do jogo. Por exemplo: o jogador precisa ter a habilidade de caçar em equipe para poder abater um mamute, senão ficará uma rodada sem jogar. Através do tabuleiro e das cartas a criança pode aprender de forma lúdica e narrativa vários elementos importantes da História do Paleolítico e Neolítico como por exemplo o domínio do fogo, a construção de moradias, o aperfeiçoamento das armas e o trabalho em equipe para a caça de grandes animais. Jogo de História do Egito Antigo para o 6 º ano O Jogo O sarcófago tem um adicional que é oferecer às equipes a possibilidade de ganhar mais pontos (ou perdê-los!) dando a alternativo de abrir o Sarcófago. Assim como a roleta esses detalhes tornam o jogo mais divertido e dinâmico, pois a jogatina não se restringe apenas a responder ou memorizar elementos da História do Egito Antigo. Esse também é um jogo de pistas feito no Powerpoint e você pode baixar gratuitamente através de nosso site, clicando aqui. Jogo da memória: mitologia greco-romana de uma forma divertida! Um simples jogo da memória no ambiente coletivo da sala de aula pode ser algo bem produtivo e divertido. A ideia desse jogo é formar pares com os deuses, no entanto, uma das cartas indica o nome do deus ou deusa em grego e a outra carta indica o nome em romano. A intenção é apresentar a mitologia grega e mostrar a força da influencia grega na cultura romana. Suas turminhas de História do 6 º ano vão amar! Os jogos educativos acima são todos materiais elaborados para a sala de aula, pensados a partir da historiografia atualizada e das demandas da nova BNCC. Alguns dos nossos jogos mais antigos estão disponíveis gratuitamente para baixar nesse link (https://www.canalcurtahistoria.com/conteudo-criatividade) .

  • Jogos incríveis e gratuitos para o ensino de História

    Se você é professor ou professora de História e quer inovar em suas aulas, que tal testar novas ferramentas para o ensino de História? Apresentaremos nesse texto três possibilidade de jogos educativos para o ensino de História gratuitos para você baixar e aplicar em suas turmas. Jogo Rotas do Deserto: Para trabalhar o ensino de História da África Pré-Colonial Os Reinos do Sahel e as rotas das caravanas de camelos que atravessam o deserto são conteúdos trabalhados nesse jogo de tabuleiro e cartas para o ensino de História. Os diferentes elementos desse conteúdo, como a importância das Rotas Transariaanas para a expansão do Islã no continente africano e para a integração econômica e comercial da região do Sahel com a região ao norte do deserto do Saara são abordados de maneira lúdica através das cartas. Além da inserção de uma nova ferramenta de ensino de História, pelo jogo você também estará trabalhando um tema fundamental para o ensino de História, pois compreender a África e os Reinos do Sahel é mostrar que a História e a cultura riquíssima da África tem força e dinamismo muito antes da chegada dos europeus naquele solo. O jogo para o ensino de História está disponibilizado em PDF para download nesse link (clique aqui). Jogo educativo Terra à Vista para o ensino de História das grandes navegações O ensino de História das condições cotidianas das embarcações dos séculos XV e XVI é raramente abordado quando se trabalha o tema das grandes navegações. Geralmente se ensina as conquistas e as "descobertas" desses empreendimentos marítimos, mas é interessante mostrar aos estudantes o outro lado dessa História, pois os detalhes da vida dos marujos nas caravelas e naus, suas dificuldades, medos e conflitos proporciona maior materialidade à narrativa e sempre que conseguimos explicar a História a partir de uma narrativa, a História se torna mais compreensível para o estudante. Esse jogo de tabuleiro e cartas está disponível em PDF para imprimir acessando esse link: clique aqui. O mapa das especiarias: jogo de Powerpoint para o ensino de História Esse jogo tem o objetivo de revisar o tema das Grandes Navegações com pistas sobre vários elementos associados ao contexto do século XVI. Exploramos aqui um outro formato de jogo, o jogo digital, mas esse jogo não é online, na verdade, é um arquivo de Powerpoint. Você baixa em seu computador (solicitando o arquivo nesse link), e deve abrir no modo "exibição de slides" do Powerpoint (tecla F5) e projetar na sua sala de aula através do Datashow. A turma deve ser dividida em duas equipes e o objetivo do jogo é descobrir a palavra-chave conforme as pistas exibidas, a equipe que descobrir a resposta certa antes ganha um ponto e avança com o seu navio no mapa das especiarias. O ensino de História pode ser mais leve e divertido Os jogos educativos são ferramentas que podem deixar o ensino de História mais dinâmico e divertido. Estudantes, quando participam ativamente da aula, como o ato de jogar, aprendem mais, tanto o conteúdo que você pretende ensinar como também a se expor, a opinar, a errar e a acertar. Tudo isso também é aprendizado. Se você quer além desses jogos gratuitos outros jogos sobre temas diferentes e também entender sobre o método da gamificação e como podemos potencializar o uso de jogos no ensino de História dá uma olhada nos demais textos desse blog! Espero que tenha gostado de nossas dicas para o ensino de História! Até mais e boa aula!

  • Aula lúdica de História com jogos!

    Certamente você, que é professor ou professora, já encarou uma ou mais turmas desmotivadas e desinteressadas. As vezes a situação é tão ruim que você já não sabe mais o que fazer em sua aula de História para mudar o estado de coisas. Um recurso poderoso que pode fazer seus alunos mudarem da água para o vinho é utilizar jogos e promover uma aula lúdica de História. Nesse texto vou te apresentar algumas ideias de como inserir os jogos educativos na aula de História tanto para os alunos menores do ensino fundamental II quanto para os mais velhos do ensino médio. Uma aula lúdica de História é uma maneira prazerosa de ensinar e de aprender! Como trabalhar a aula de História de forma lúdica? Os jogos educativos são ferramentas amplamente exploradas por disciplinas como matemática, inglês, português e educação física. No entanto, nós, professores de História, ainda não temos o hábito de utilizar esse recurso na nossa aula de História. Tanto que, quando se fala em gamificação na educação, poucas reflexões encontramos sobre gamificação na aula de História. Há inclusive poucos materiais lúdicos sobre História disponíveis para utilização dos professores. Em função dessa carência é que criamos o site Canal Curta História, pois acreditamos que a aula de História é um ambiente profícuo para recorrermos ao lúdico, tanto no sentido da competição, quanto da imaginação. Os jogos na aula de História podem ser muito mais do que o jogo de Quiz, ou de cruzadinha e caça-palavras. Há uma infinidade de possibilidades diferentes de trabalhar com os jogos educativos de História, tanto no momento de introdução ao assunto e na fase de reflexão e entendimento do tema, quanto no momento final de revisão e de destacar os pontos principais da aprendizagem. Qual é o melhor momento da aula de História para aplicar o jogo? Isso depende muito da intenção do professor. Um jogo pode ser um recurso para estimular a curiosidade do aluno, uma espécie de gatilho para que ele faça perguntas sobre o assunto e sinta a necessidade de saber sobre um determinado personagem ou período. Somente a curiosidade pode levar o alunos a novas descobertas e reflexões para a construção de um pensamento crítico. O jogo da imagem acima é um exemplo para ser utilizado como introdução de uma aula de História. É um jogo dos 4 erros, mas não são imagens para comparar uma com a outra. O objetivo aqui é observar elementos da pintura que não fazem parte do contexto em que foi pintado, por exemplo, a caixinha de leite no cesto de uma das mulheres. As pinturas do artista francês Jean-Baptiste Debret podem ser uma fonte para analisar diversos temas do Brasil do século XIX e pode ser um recurso útil tanto com turmas de oitavo ano quanto com turmas do ensino médio. Temas como o racismo no Brasil, trabalho escravo no século XIX ou a cultura-afro brasileira podem ser trabalhados na aula de História com esse jogo feito no Powerpoint. O jogo educativo de História pode ser parte da reflexão em sua aula Também no momento de desenvolvimento da reflexão, o jogo educativo pode ser utlizado para uma aula lúdica de História. Um exemplo para isso é o jogo de mímica que pode ser um recurso muito divertido e proveitoso. Nas cartas do jogo da imagem acima, aparecem palavras sobre as quais o alunos deve fazer a mímica ou o desenho. Algumas palavras podem ser de difícil compreensão para o aluno, como a palavra "Iluminuras" por exemplo. Essa é uma chance para o professor separar essa palavra para depois explicar o significado dela. Embora seja uma temática que consta no currículo da turmas sexto ano, a reflexão sobre fontes históricas e a construção do conhecimento histórico não precisa ser um assunto discutido somente nesse nível de ensino. O professor que sempre problematiza as fontes e trabalha com fontes históricas em sua aula de História, pode contribuir muito para a formação do aluno, não somente em relação ao conhecimento historiográfico, mas também à formação para a cidadania, pois é fundamental em nossa sociedade saber ler e interpretar de forma crítica as informações que encontramos na internet e avaliar se elas são confiáveis ou não. Aula lúdica de História na revisão e avaliação da aprendizagem A prática de revisar um conteúdo com jogos de pergunta e respostas, por exemplo, já é mais comum na aula de História. O que propomos é que essa revisão seja mais divertida e aprofundada do que apenas um ato de rememoração. Os jogos de pistas, como no exemplo do jogo "Adivinha quem eu Sou" sobre a História do Brasil na Primeira República, são muito úteis para uma revisão. Nesse jogo de cartas e tabuleiro para imprimir cada carta tem 10 dicas sobre os temas que podem ser: Lugar, Pessoa, Objeto ou Eu sou. As cartas "Eu Sou" podem ser conceitos ou expressões relativas à temática, como o "voto de cabresto" ou "coronelismo". Tanto no formato de Jogo de Powerpoint quanto no formato de cartas e tabuleiro esse estilo de jogo é muito divertido e permite ao professor realizar uma revisão mais ampla e aprofundada do que os jogos de perguntas e respostas. Agora se você já conhece nossos materiais, sabe do potencial dos jogos na aula de História e quer aprofundar o conhecimento sobre a metodologia da gamificação na educação e no ensino de História fique atento às publicações do nosso Blog!

  • Como trabalhar fontes históricas na aula de História

    Esse é um tema crucial para o historiador: o trabalho com suas fontes. No campo da ciência historiográfica as fontes históricas garantem a legitimidade e a autoridade do argumento do pesquisador e por mais divergências que possam existir entre os historiadores sobre o tema da análise e interpretação das fontes históricas, não há nenhum que negue a necessidade delas para a construção do conhecimento histórico. Esse é um raro consenso entre os historiadores: Não existe História sem fontes históricas. Mas como trabalhar esse tema tão fundamental na aula de História? Como despertar o interesse do aluno pelo olhar crítico e investigativo para que ele compreenda a importância das fontes históricas no processo de construção do conhecimento? Nesse texto apresentarei algumas ideias para aplicar em sala de aula. A materialidade das fontes históricas Dentre os possíveis tipos de fontes a serem trabalhados em uma aula de Introdução ao conhecimento histórico aquelas que advém da Cultura Material são as que chamam mais atenção dos alunos e podem ser um meio valioso de começar a contar uma história. E se houver a possibilidade de trazer o objeto físico para a sala de aula com certeza isso será uma excelente forma de abordar o tema das fontes históricas: pode ser um utensílio doméstico, uma peça de roupa, uma ferramenta, um livro, etc. Eu usaria o exemplo do brinquedo. Brinquedos antigos encantam qualquer um (inclusive aos adultos!) e a partir deles você pode contar uma história sobre você quando era criança ou de sua família e mostrar aos alunos que todo indício do passado tem uma história, mas é preciso investigá-lo fazendo perguntas: da onde veio esse objeto, para que servia, quando foi utilizado, quem o conservou, quando ele era utilizado, em que ocasiões etc... Inclusive essa história familiar pode se entrecruzar com a História mais ampla das condições econômicas, culturais e políticas de uma época... A "Dinâmica da Cicatriz": indícios que contam histórias Um ideia de dinâmica para se fazer em sala de aula, tanto no ensino fundamental como no ensino médio, é chamar alunos voluntários que tenham uma cicatriz e que queiram contar uma história sobre ela. Eu e uma colega de trabalho, a professora Aparecida Darc de Souza, já fizemos essa dinâmica com crianças do quinto ano do ensino fundamental e surgiram histórias engraçadas, divertidas, mas também histórias tristes e marcantes. Quando colocamos os alunos como protagonistas eles se veem como parte da História e aprendem que suas histórias também tem um sentido e um valor. E além disso, ensinamos que as cicatrizes, indícios que contam histórias, funcionam de certa forma, como as fontes históricas pesquisadas pelos historiadores. Todo passado deixa as suas marcas, e a partir de perguntas e de um método para sua análise podemos conhecer sobre o nosso passado coletivo e construir um sentido e uma reflexão sobre isso. O vídeo abaixo produzido coletivamente pelo Canal Curta História foi pensado a partir dessa ideia da cicatriz. Jogos para trabalhar fontes históricas E por último, como não pode faltar essa tema por aqui, há também a possibilidade de utilizar jogos educativos para abordar o tema das fontes históricas em sala de aula. Do Canal Curta História temos dois jogos sobre fontes históricas. Um é o jogo de Powerpoint "O historiador e suas fontes", que é um jogo de pistas e roleta com o objetivo de abordar os diferentes tipos de fontes possíveis, como fotografia, pintura, jornais, documentos, etc. Outro jogo educativo para abordar o tema das fontes históricas é o jogo "O Mapa das Fontes" que é um jogo de mímica ou de desenho, só não vale falar e escrever. Funciona como o jogo de Imagem e Ação, onde a equipe precisa adivinhar sobre o que se trata a cartinha tirada. As vezes são palavras bem difíceis, como por exemplo, xilogravura, outras podem ser mais fáceis como revistas e jornais. O objetivo de ambos os jogos é familiarizar o aluno com os tipos de fontes possíveis de serem pesquisadas pelo historiador. Fontes históricas podem ser trabalhadas de maneira lúdica As ideias mencionadas acima demonstram que podemos abordar em sala de aula de uma maneira lúdica e instigante um tema teórico e bastante complexo como esse da construção do conhecimento histórico a partir das fontes. Se você quer entender mais sobre o poder do lúdico e sobre a metodologia da gamificação para tornar suas aulas mais divertidas e dinâmicas fique atento à nossas publicações! Até mais!

  • Jogos no ensino de História: aposte nesta metodologia

    Entender o que é gamificação e sua função na educação e o potencial dos jogos no ensino de História passa por observar a importância do jogo na História e na cultura. A atração pelo jogo é algo tão intrínseco ao ser humano que é difícil até pensar em humanidade sem o elemento lúdico. Em todas as sociedades e em todas as épocas existiram jogos: da Mesopotâmia e o famoso Jogo Real de Ur ao Egito e o Senet, o jogo dos faraós, da civilização indiana que criou o ancestral do Xadrez, o Chaturanga, à civilização islâmica que aperfeiçoou o Xadrez e o levou para o mundo, da África e seus vários tipos de Mancalas ao Patolli dos povos originários da América ... Em todo e qualquer lugar, jogos de diferentes tipos e mecânicas foram amados e preservados durantes séculos, até mesmo milênios. Pensar o jogo não é, portanto, modinha, tampouco é novidade falar em jogos no ensino de História e na educação. Inclusive muitos dos jogos mencionados acima também tinham funções rituais, religiosas e até mesmo didáticas que iam muito além do mero entretenimento. A humanidade sempre aprendeu com jogos... O que é Gamificação e como os jogos podem ser úteis no ensino de História O longo e bem-sucedido casamento entre os jogos e a humanidade é a prova de que qualquer coisa que envolva jogos terá sucesso entre nós. Foi pensando nessa ideia que foi criado o termo gamificação, uma palavra nova e "estranha" que basicamente significa utilizar elementos da estrutura dos jogos para engajar pessoas em atividades que não sejam necessariamente jogos. Por exemplo, mecanismo de recompensa, pontos, distintivos, placares, competição, de colaboração em equipe, etc. No entanto o termo surge num ambiente ligado às tecnologias digitais, ao marketing e à administração de RHs de empresas e posteriormente foi sendo adaptado ao âmbito da educação. Gamificação pode ser definida como: O uso de design de experiências digitais e mecânicas de jogos para motivar e engajar as pessoas para que elas atinjam seus objetivos. (BURKE, Brian, 2015, p.16) De acordo com a definição acima gamificar uma aula não é necessariamente utilizar jogos. Mas o conceito não deve ser visto como uma camisa-de-força. Se quisermos utilizar a gamificação (mecânicas de jogos) e também incorporar os jogos ao ensino de História, por sabermos o potencial dessas ferramentas, nada nos impede. 8 motivos pra você utilizar jogos no ensino de História Os jogos podem ser uma ótima ferramenta para ajudar nossos alunos a aprender e melhorar suas habilidades em diversas áreas, especialmente na aprendizagem de História. Aqui estão algumas maneiras pelas quais os jogos podem ajudar os alunos: 1. Aprendizagem ativa: Os jogos no ensino de História fornecem aos alunos uma experiência de aprendizagem ativa, na qual eles podem experimentar diferentes estratégias e testar suas habilidades contra outras pessoas. 2. Engajamento: Os jogos são divertidos e envolventes, no ensino de História pode ajudar a manter os alunos interessados e motivados a aprender. 3. Resolução de problemas: Muitos jogos exigem que os alunos resolvam problemas e desenvolvam soluções criativas para desafios complexos. 4. Aprendizagem colaborativa: Todos os nossos jogos para o ensino de História são jogados em grupo incentivando a colaboração e comunicação entre os alunos. 5. Feedback imediato: No ensino de História os jogos podem fornecer feedback imediato sobre o desempenho dos alunos, permitindo que eles saibam o que estão fazendo bem e onde precisam melhorar. 6. Aprendizagem personalizada: Os jogos podem ser adaptados para atender às necessidades individuais de cada aluno, permitindo que eles se concentrem em áreas que precisam de mais atenção. 7. Desenvolvimento de habilidades sociais: Os nossos jogos incentivam os alunos a trabalharem juntos, cooperarem e resolverem conflitos, ajudando-os a desenvolver habilidades sociais importantes. 8. O jogo oferece uma experiência narrativa no ensino de História: No jogo é celebrado o lúdico e toda a entrega que há no momento do jogo se dá pela beleza do jogo e não por algum motivo pragmático ou interessado. Aposte nessa ideia! No geral, os jogos podem ser uma ferramenta valiosa para ajudar os alunos a aprender e desenvolver habilidades importantes. Desde jogos educacionais até jogos de estratégia, há muitas opções disponíveis que podem ajudar os alunos a alcançar seu potencial, aprender História e ao mesmo tempo se divertir. Referências Bibliográficas: BURKE, Brian. Gamificar: como a gamificação motiva as pessoas a fazerem coisas extraordinárias. São Paulo: DVS Editora, 2015.

  • Quiz da Independência do Brasil

    O Canal Curta História está lançando o jogo de Quiz da Independência, aproveite esta oportunidade de utilizar esse jogo de Quiz para trabalhar o bicentenário da Independência do Brasil. Quiz da Independência do Brasil: jogo de História para baixar O Quiz da Independência do Brasil é um jogo de História produzido para aulas de História, e faz parte de um projeto nosso dedicado à produção de jogos educativos de História voltado para a sala de aula, cujo objetivo principal é disponibilizar aos professores de História ferramentas que o auxiliem em suas aulas. Um jogo de Quiz de História pode ser muito mais interessante do que parece à primeira vista. Utilizando o Quiz na tela do computador ou projetando-o em sua sala de aula, você pode explorar além do conhecimento sobre o conteúdo também imagens ou fontes sobre o tema explorado. O formato "Quiz" pode ser utilizado tanto impresso quanto digital e pode ser jogado em equipes ou individualmente. No caso desse jogo, porém, ele não feito elaborado para impressão, é um jogo feito especificamente para a tela de computador e não funciona no Mobile. Mas é claro que, pensando no ambiente escolar, jogos em equipe são muito mais interessantes e divertidos. Jogos educativos podem ser muito mais do que cruzadinhas Além do Jogo de Quiz temos trabalhado e desenvolvido diversos tipos de jogos educativos: jogos de tabuleiro, jogos de Quiz, jogos de pistas, jogos da memória, jogos para imprimir ou para serem projetados na sala de aula, etc., alguns desses jogos educativos estão disponíveis gratuitamente aqui nesse link, outros serão ofertados como bônus exclusivamente aos inscritos no curso de gamificação "Jogando com a História". Para que você possa conhecer um pouco do que terá acesso ao se inscrever no nosso curso acesse os jogos ofertados gratuitamente, temos por exemplo, o jogo de Quiz das Revoltas do Brasil no período regencial que você pode acessar na página dos nossos jogos (clique aqui). O jogo de Quiz no contexto da gamificação Com a experiência acumulada no desenvolvimento de jogos de História para sala de aula disponibilizados gratuitamente no site Canal Curta História que você pode acessar aqui, desde 2020 temos contribuído com jogos com conteúdo de qualidade sobre diversos temas de História do ensino fundamental e ensino médio. No intuito de aprofundar esse trabalho e também auxiliar professores interessados em gamificação no ensino, decidimos produzir um curso online sobre gamificação e o uso de jogos pensados exclusivamente para o ensino de História, (clique aqui para saber mais). Enfim, um jogo nunca é apenas um jogo, mas uma oportunidade de aproveitar o engajamento dos seus alunos à favor de sua aula, pois atentos e participativos os alunos aprendem muito mais!

  • O IMPERIALISMO NA ÁFRICA E NA ÁSIA

    Por Bruna Carolina Teixeira Biffi; Débora Schmidt; Gabriela Pires Leonardo; Giulia B. Plassmann; Lara Dias Prado Salvador e Mateus Eduardo dos Santos (graduandos em História - Unioeste) No século XIX surgiu, entre as potências europeias, uma nova corrida em busca de colônias direcionada para os continentes africano e asiático. Esse processo ficou conhecido como imperialismo. Imperialismo ou neocolonialismo? O imperialismo ou neocolonialismo diferenciava-se do colonialismo do século XVI porque foi impulsionado no contexto do capitalismo industrial e financeiro. Isto gerou entre as grandes potências europeias um clima de competição e de disputas por matérias-primas e novos mercados consumidores para a produção industrial excedente. Assim, a ocupação de novos territórios era vista como meio para garantir o desenvolvimento de suas próprias economias e expandir seus poderes sobre outras regiões do globo. Imperialismo na África – Os exploradores Durante o contexto do imperialismo, vários exploradores, em sua maioria não cientistas, adentraram nas florestas tropicais africanas para avaliar suas potencialidades de exploração. O principal deles foi o missionário e explorador escocês David Livingstone, que percorreu 50 mil km através do continente. O repórter escocês Henry Stanley, enviado para encontrá-lo, o sucedeu nas explorações e logrou determinar o curso do rio Congo. O rei Leopoldo II da Bélgica, no afã de obter uma colônia, contrata Stanley que obtém tratados com chefes tribais que renunciam ao domínio de suas terras em favor do rei. O incômodo das grandes potências europeias, entre elas a Grã-Bretanha, se acirra quando o rei Leopoldo II estabelece a liberdade de comércio na área sob sua jurisdição, obrigando os concorrentes a fazer o mesmo. Conferência de Berlim A disputa em torno do comércio colonial culmina com a Conferência de Berlim, que ocorre entre 1884 e 1885. A conferência visava discutir os termos da partilha territorial da África e regulamentar o livre comércio de exploração. Participaram da conferência e realizaram a partilha a Alemanha, França, Grã-Bretanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Império Otomano, Portugal, Holanda, Suécia, Rússia, Itália e Império Austro-Húngaro. A França buscava na expansão imperialista recuperar sua posição de poder internacionalmente e obter ganhos para o setor privado. A Inglaterra expandiu seu império de norte a sul na África, ligando o mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho pelo Canal de Suez, fazendo do Egito território protegido. A Bélgica explorou a bacia do Rio Congo, tendo massacrado milhares de congoleses na exploração de trabalho forçado. Formas de domínio A forma de exploração e administração dos territórios africanos foi diferente de acordo com as potências dominadoras e o tipo de populações e territórios dominados, podendo ser de forma direta ou indireta. Um exemplo de domínio direto foi sobre a Argélia pelos conquistadores franceses, que exigiram das tribos a apresentação de títulos de propriedade. Antes da conquista, porém, esses povos não demarcavam as terras, pois não havia propriedade privada individual. Assim, os franceses, seguindo suas leis, sequestraram as terras dessas tribos, venderam a sociedades colonizadoras que as loteavam. Já o domínio indireto foi exercido por meio dos protetorados, como no caso da Tunísia e do Egito, no norte da África. Os governantes locais continuavam no poder, mas eram fiscalizados por um representante do país conquistador. O objetivo era garantir a cobrança das dívidas públicas, obter vantagem comercial e impedir que a terra fosse conquistada por outro país. Em troca, se garantiria a proteção dos interesses dos governantes locais, mas eles tinham soberania limitada, não podendo realizar nenhum acordo diplomático sem consultar o país conquistador. Missão civilizatória Os povos europeus justificaram a ocupação em territórios africanos e asiáticos como uma missão civilizatória, por meio da qual levariam civilização e progresso aos povos considerados por eles atrasados. Muitos administradores, cientistas, educadores, missionários tinham o intuito de transmitir a cultura cristã ocidental, modificar a gestão do território e impor a cultura europeia. A igreja católica e religiosos protestantes investiram num surto missionário visando converter as populações locais, mediante a crença de que estariam cumprindo uma missão sagrada ao divulgarem o cristianismo. Resistências ao imperialismo Durante o domínio imperialista houve vários movimentos de resistência dos povos africanos e asiáticos como exemplo a resistência do Império Zulu em 1879. Visando conquistar reservas de diamantes, os ingleses travaram batalha com zulus e foram derrotados. A vitória britânica subsequente resultou no fim do Império Zulu, que acabou por ser dividido em 13 colônias. Ou ainda na Costa do Ouro quando o povo Ashanti deflagrou uma rebelião depois que os colonizadores ingleses retiraram do poder os representantes locais. Após uma sequência de batalhas sangrentas, o movimento chegou ao fim e os líderes foram deportados. Outro exemplo de resistência ao imperialismo ocorreu na África Oriental dominada pelos alemães, ocorreu entre 1905 e 1907 a revolta dos Maji-Maji. Seu líder Kinjikitile reuniu diversos grupos que resistiram à exploração e violência, até ele ser enforcado. Imperialismo na Ásia Já na Ásia a presença de países europeus já vinha desde o mercantilismo, com o comércio de especiarias e tecidos. A partir do século XIX essa presença foi expandida. Exemplo da força dessa presença europeia foi a Companhia das Índias Orientais, por meio da qual os ingleses passaram a dominar a Índia de 1784 a 1858. O impacto disto foi a cobrança alta de impostos, o controle das tropas de nativos e a destruição do setor artesanal da indústria indiana. O domínio inglês se estendeu até a China, quando ingleses, mas também franceses e americanos percebem a possibilidade de explorar e comercializar o ópio e a prática desse vício. Porém, o governo chinês, percebendo os prejuízos que isso trazia para a população, estabeleceu uma política de penas rígidas para o contrabando e a comercialização ilegal desse produto. Os europeus se sentiram prejudicados, dando início a represálias que levaram à chamada Guerra do Ópio que durou de 1839 a 1842. Desta Guerra saíram vitoriosos os europeus, pois a China foi forçada a abrir seus portos, favorecendo os interesses políticos e econômicos europeus. O Japão também foi muito almejado por potências imperialistas no século XIX. Em 1854, os Estados Unidos forçaram a abertura dos portos japoneses para os produtos ocidentais, pondo fim ao isolamento comercial com o ocidente. A partir de 1868 o Japão iniciou um processo de modernização de sua economia que desencadeou um rápido desenvolvimento industrial. Esse período ficou conhecido como Era Meiji. Com isso o Japão pôde evitar a expansão do imperialismo ocidental em seu território e, ele próprio, se tornar um país imperialista. Até o ano de 1914 a Ásia esteve sob domínio europeu, com exceção do Japão. O imperialismo sendo o processo de expansão dos países europeus motivados pela busca de matérias-primas, mercados e poder, originou uma significativa mudança no mapa político do mundo, resultando na formação de enormes impérios coloniais. [1] Cecil Rhodes e as possessões britânicas na África. Ilustração de Edward Linley Sambourne. [2] The Chinese Cake (A Torta Chinesa). Ilustração de Henri Meyer. Le Petit Journal. Janeiro, 1898. [3] Almanach du petit colon algérien (Almanaque do pequeno colono). Por Alphonse Birck, 1893. [4] The White Man’s Burden (O fardo do homem branco). Charge de F. Victor Gillam. April, 1899. [5] História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 / editado por Albert AduBoahen. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. [6] MESGRAVIS, Laima. A colonização da África e da Ásia. São Paulo, 1994. [7] HOBSBAWN, Eric J. A Era dos Impérios 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

  • Imperialismo Alemão na África e o imaginário colonial

    Entenda a importância da propaganda durante o imperialismo na África para a construção de imagens e valores racistas que justificou o imperialismo alemão. (Texto escrito pela Professora Dra. Méri Frotscher, Unicentro - Campus de Irati) Em cada época os homens constroem ideias e imagens de representação coletiva para dar sentido ao mundo. Durante o imperialismo na África, a apropriação do mundo pelos europeus resultou num acervo de discursos, imagens e valores que construiu os colonizados como um contraponto negativo dos impérios coloniais ocidentais, que assim justificavam o imperialismo na África e sua glória e suposta missão civilizatória. O imperialismo alemão na África Diferente da Grã-Bretanha e França, a Alemanha só se tornou um Estado e desenvolveu uma política colonial no final do século XIX, depois da sua unificação, ocorrida em 1871. A princípio relutante, o primeiro ministro Bismack via mais riscos que vantagens numa política expansiva no Além Mar, limitando-se a colocar sob a proteção do Império iniciativas privadas de colonização já existentes na África e Ásia. O entusiasmo pela questão colonial, contudo, é visível nas reuniões da Sociedade para a Colonização alemã, que em 1887 já contava com 15.000 membros. Já na década de 1890 desenvolve-se uma política colonial mais forte fomentada pelo entusiasmo do novo e jovem Kaiser Wilhelm. Contudo, a política colonial é mais um esforço retórico, pois, em realidade, as propriedades coloniais alemãs eram pequenas e pouco significativas econômica e militarmente em comparação com a política que fomentava o Imperialismo na África em países como da França e Inglaterra. A propaganda alemã e o Imperialismo na África Mesmo assim, logo a febre colonial invadiu o imaginário e o cotidiano das diversas camadas sociais alemãs. Imagens marcadas pelo colonialismo figuram em propagandas de produtos industrializados a partir de matérias-primas das colônias, em cartões postais na literatura popular, em revistas ilustradas e até mesmo no carnaval. O colonialismo e o Imperialismo na África, assim, não conquistou somente territórios, mas também o terreno da fantasia e do imaginário. Estrategistas de marketing fizeram da atração pelo exótico um mote para propagandas dos mais variados produtos. Na propaganda do chocolate Cacau Hildebrandt, o exotismo transparece na representação de uma mulher nativa de uma colônia, de peito nu, que olha para o expectador mostrando o cacau produzido. Contudo, nos dizeres da propaganda, tanto o chocolate, quanto o cacau e o território onde vivem os nativos são representados como alemães, justificando assim, o Imperialismo alemão na África. Imagens exóticas do colonialismo e orientalismo acabaram criando símbolos tão marcantes, como a do mouro negro do chocolate Sarotti, que só em 2004 foi substituída por um mágico. Hoje certamente vista como racismo, esta propaganda utiliza uma imagem caricata de um negro para divulgar a eficácia de um alvejante. Racismo e Imperialismo na África A visão alemã sobre as populações nos protetorados era impregnada pelo social-darwinismo, teoria social que confrontava, de um lado, os senhores coloniais e, de outro, os nativos, vistos como primitivos e subdesenvolvidos. Ou seja, o racismo e o Imperialismo na África são inseparáveis. Os europeus olhavam para os habitantes nativos da África com fascinação e ao mesmo tempo temor. Em 1896, mais de 100 africanos foram trazidos para Berlim para a Exposição Colonial alemã, sob o único intuito de se deixarem observar, como animais num zoológico. Todos os dias depois da exposição eram transferidos para a chamada “vila dos negros”, onde eram desprovidos de toda privacidade e inspecionados uma vez por semana por um médico. O exotismo é a marca dos cartões postais impressos por ocasião daquela exposição. Propaganda Colonial do Imperialismo na África e a cultura popular alemã Caricaturas negativas decorrentes da propaganda colonial adentraram também na cultura popular, até mesmo nos livros infantis. A canção dos “Dez pequenos pretinhos” foi uma das canções infantis mais cantadas para ensinar os números às crianças. A música foi sempre recebendo adaptações. Na primeira versão, de 1885, o africano é representado como ignorante, desajeitado e incapaz de aprender. Os dez pretinhos são, por isso, eliminados um a um, até não restar mais nenhum ao final da canção. Essa canção foi tão popular que recebeu ao longo da história novas versões com textos propositalmente destituídos daquele conteúdo colonial inclusive uma versão sarcástica voltada para adultos da banda de punk rock Die Toten Hosen. Referências: BÖHLER, K.; HOEREN, J. (Ed.) Afrika: Mythos und Zukunft. Bonn: BpB, 2003. GÖRTEMAKER, M. Deutschland im 19. Jahrhundert. 5a. ed. Bonn: BpB, 1996. https://www.ernst-huber.de/schulmuseum/afrikaner/ https://www.spiegel.de/geschichte/koloniale-bilderwelten-a-946497.html https://www.dhm.de/archiv/ausstellungen/namibia/stadtspaziergang/treptow.htm https://www.planet-wissen.de/geschichte/deutsche_geschichte/deutsche_kolonien/pwiedieberlinerkolonialausstellungvon100.html https://taz.de/Ausstellung-ueber-Kolonialausstellung/!5451479/ http://www.freiburg-postkolonial.de/Seiten/Rez-2010-Guaffo.htm http://www.arne-schoefert.de/bildarchiv/archiv.htm

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